COORDENADORIA DISTRITAL

CONCEITO

Coordenadoria Distrital é entidade destinada a estimular, harmonizar e concatenar as atividades desenvolvidas pelas Senhoras de Rotarianos de um Distrito, atuando como elo entre elas. Promove o companheirismo e o estreitamento dos laços de amizade.

 

HISTÓRICO

Coordenadoria Distrital é entidade destinada a estimular, harmonizar e concatenar as atividades desenvolvidas pelas Senhoras de Rotarianos de um Distrito, atuando como elo entre elas. Promove o companheirismo e o estreitamento dos laços de amizade.

Ilka Marques Munhoz pertenceu a ASR de Curitiba/PR, idealizadora do Movimento Coordenadoria e relata com propriedade as ideias que levaram a fundação da primeira Coordenadoria Distrital.

Despretensioso e simples, o que segue escrito visa somente um objetivo: o de ressaltar a iniciativa pioneira do Distrito 463, que adotou vantajosamente o trabalho notável das Associações de Senhoras de Rotarianos, aproximando-as e interligando-as através de um órgão central, a Coordenadoria, (desde 12 de abril de 1969), já deu sobejas provas de seu valor como elemento orientador e estimulador dos nobres serviços prestados abnegadamente pelas senhoras que a integram, e tem servido de modelo para outras congêneres.
Coordenadoria é um órgão que merece ser conhecido, estudado e vem sendo adotado em todo o Brasil pelas Senhoras de Rotarianos, que estão se beneficiando de sua ação, em favor do desenvolvimento dos programas sociais de suas agremiações.
Órgão de cúpula, a Coordenadoria não se intromete em assuntos inerentes às associações, comportando-se tão só como um grande elo entre todas, para maior aproximação e conhecimento mútuo e promovendo a divulgação de notícias sobre os Encontros Nacionais da Amizade, coligindo teses, sugestões e qualquer outro subsídio útil ao desenvolvimento desses certames, verdadeiras concentrações das mulheres de rotarianos, e suas colaboradoras inexcedíveis.
É nosso maior desejo que a Coordenadoria encontre boa acolhida por parte das queridas companheiras de ideal que, em lugares distantes, prestam inestimáveis serviços, animadas pela bondade de seus corações e que compreenderam o muito que podem realizar, no âmbito rotário, em favor da comunidade a que pertencem.
Quando meu saudoso marido entrou para as fileiras de Rotary Club, imediatamente e com grande prazer, assumi a condição de Senhora de Rotariano, procurando me integrar incondicionalmente no meio agradável das queridas companheiras, dando um pouco de mim também.
Instruída por ele, que foi um grande apaixonado pelos altruísticos princípios desse grande clube, interei-me, de uma maneira agradável, das magníficas bases em que se apóia o Rotary Club International e apaixonei-me também.
Com o decorrer dos anos, acompanhando-o sempre nas importantes atribuições que lhe foram confiadas no Brasil e no estrangeiro, pude me capacitar das proveitosas experiências e conhecimentos que essa vivência me proporcionou.
Em 1966 visitei com ele todas as Associações de Senhoras de Rotarianos do Distrito 463, então todo o Estado do Paraná, e tive o grande prazer de ver e ouvir as Associações maiores e pequenas, organizadas ou incipientes.
Amealhei fatos e soluções, troquei ideias e me foi possível, naquela ocasião, ser um pouco útil, carregando comigo sugestões concretas, planos, estatutos, para distribuí-los no decorrer das visitas às Associações que o solicitassem.
Senti nessa oportunidade o traço forte que ligava, por igual à todas, e que a sua ação não poderia ser orientada só pela visita rápida da senhora do governador, mas sim, por um órgão competente em condições de prestar assistência às Associações, valendo-se da experiência de grupos já bem organizados.
No ano seguinte, 1967, por ocasião do Fórum de Liderança do Distrito 498, de Montevidéu do qual meu marido foi o Moderador, tive a oportunidade de conhecer uma organização chamada MADER, destinada a interligar todas as Associações de Senhoras de Rotarianos do Uruguai, escolhendo rotativamente uma das Associações para, durante um certo período, servir como centro de ligação entre todas.
Animada por esse exemplo que reputei magnífico, mais uma vez senti que faltava algo às nossas Associações nessa direção. Tive então a oportunidade de propor, no segundo Encontro da Amizade, em Curitiba (1967), que fosse adotado, entre nós, procedimento idêntico.
A sugestão foi bem recebida e aprovada. Mas, já no 3º Encontro, em São Paulo, 1968, ficamos desoladas quando verificamos que essa sugestão não havia sido comunicada ou divulgada entre as participantes do conclave.

As senhoras que estiveram presentes a esses Encontros devem ter sentido, muitas vezes, a falta de entrosamento dos trabalhos e teses apresentados notando-se que muitos assuntos, resolvidos e aprovados em Encontro anterior, eram geralmente desconhecidos e voltavam a plenário como matéria nova.
Todos esses fatos serviram para fortalecer, cada vez mais, a nossa convicção da utilidade da criação do órgão idealizado.
Finalmente em Londrina, durante a Conferência Distrital, em Abril de 1969, com o decidido apoio das admiráveis e incansáveis amigas Maria Luisa Figueiredo, Maria do Carmo Gouveia de Moraes, Elvira Marquiori, Casuhé Yassuda Udihara, Maria de Souza Mello, Jurema Canziani, Xandita de Almeida e tantas outras dignas companheiras, foi novamente posto na agenda dos nossos trabalhos o tema que a todas nós empolgava: da criação de um órgão coordenador das atividades das Associações, o qual, sem imiscuir-se em assuntos privativos de cada uma, pudesse exercer uma supervisão, de caráter geral, estabelecer um maior entendimento entre todas e orientá-las em assuntos referentes as relações com as congêneres nacionais e estrangeiras.
Apresentada a ideia e esclarecida a finalidade de um órgão, de tal importância, para a vida das sociedades existentes e a preservação de pureza de seus propósitos, foi prontamente aprovada, sob aclamação das companheiras presentes, a criação da Coordenadoria das Associações de Senhoras de Rotarianos do Distrito 463, em memorável reunião, promovida pela Associação de Londrina, no dia 12 de Abril de 1969, na sala de sessões do Lar Escola Rotary, a que estiveram presentes senhoras de várias cidades do Brasil, representando as suas Associações.
Foram instantes de grande emoção! Vencidos os primeiros momentos de euforia, passamos a tratar da escolha das dirigentes do novo órgão, na ânsia de o concretizar.
E nessa mesma reunião foram eleitas: Coordenadora – Ilka M. Munhoz, de Curitiba; Orientadora da região Sul – Elvira Marquiori, de Irati; Orientadora da região Norte: Marisa Luíza Figueiredo, de Londrina. (A divisão da região em norte e sul foi a mesma seguida pelo Distrito 463 para os seus Clubes).
Partimos para o trabalho arcadas pela responsabilidade, mas com o entusiasmo e o ideal nos sustentando. Ignorávamos o rumo ou as características que deveríamos tomar.
Timidamente foram aparecendo os caminhos a serem seguidos e uma grande quantidade de circulares esclarecedoras foram sendo enviadas para as Associações e outra de cartas, telefonemas, entre nós e as orientadoras.
Muitas vezes senti-me esmorecer nessa luta, mas sempre encontrava o ombro forte do Governador Milton Munhoz e o apoio das conselheiras fundadoras que, foram grandes amigas e incentivadoras.
O interesse foi crescendo, porém foi mais de um ano de árdua luta!
Demos vida à Coordenadoria, criando as suas bases e labutando muito, para que as Associações aceitassem e compreendessem essa nova ideia.
Embora ainda não tivesse sido estabelecido um numerário para as despesas, as cartas e circulares eram enviadas regularmente para que as presidentes das Associações assimilassem e se acostumassem com a novidade. Tivemos a receptividade da maioria, embora nos comunicássemos com todas igualmente, mesmo que não obtivéssemos, muitas vezes, nem mesmo uma resposta.
A fundação da Coordenadoria das Associações de Senhoras de Rotarianos do Distrito 463, A PRIMEIRA CRIADA NO BRASIL, merece destaque especial, pois marca o início de uma NOVA ERA na vida das agremiações femininas ligadas a Rotary e que contam com um órgão central, encarregado de aproximá-las e imprimir-lhes unidade de ação, criando, desse modo, um clima de compreensão, amizade e estreita colaboração entre as Senhoras de Rotarianos, de todos os Distritos Rotários empenhados no mesmo ideal.
A reunião de Caiobá, 1º Encontro Geral das Associações de Senhoras de Rotarianos do Distrito 463 de RI, em Abril de 1970, preparada por nós, foi a consagração e afirmação da utilidade da Coordenadoria; a primeira reunião de trabalhos paralela à Conferência Distrital de Rotary, onde as Senhoras participantes, numa bela confraternização, se ocuparam decididamente na troca de ideias, aperfeiçoando as suas funções como líderes de seus grupos, ao invés de preencherem o seu precioso tempo com programas sociais, tão agradáveis, mas de pouco proveito prático.
Com a graça de Deus, podemos hoje, apreciar a evolução e o progresso que tem tomado as Coordenadorias já existentes.
Para isso, tivemos a colaboração eficiente das distintas Coordenadoras que me sucederam nesse trabalho pioneiro; dando-lhe o que ainda lhe faltava:
Maria do Carmo Gouveia de Moraes, a segunda coordenadora, a estruturou, elaborando Estatutos, Registros, dando-lhe corpo.
Maria Luíza Figueiredo, que lhe seguiu, deu-lhe expansão e brilho. E as outras senhoras que nos sucederam, souberam dar valor e solidez ao recém-criado órgão.
Para mim, que de início possuía só o ideal e a convicção, ver a Coordenadoria adotada por outros Distritos do Brasil, com grande proveito para as Associações e Encontros Nacionais, é realmente uma grande alegria.
Vê-la funcionando, consagrada e aceita, é uma recompensa. Nada se pode fazer só; o esforço em conjunto é que frutifica e traz bons resultados. Como Richard Bach, no seu livro filosófico “Fernão Capello Gaivota” disse: “e depois, mais de cem vidas até começarmos a aprender que há uma coisa chamada perfeição e ainda mais outras cem vidas, para nos convencermos de que nosso objetivo é encontrar essa perfeição”.

Ilka Marques Munhoz

RELACIONAMENTO DA COORDENADORIA DISTRITAL COM A COORDENADORIA NACIONAL

 

A Coordenadoria Distrital, com relação à Coordenadoria Nacional, deve:

  • Manter contato permanente com a Coordenadoria Nacional.
  • Solicitar informações sempre que necessitar.
  • Participar das reuniões do Colegiado Nacional.
  • Participar do planejamento do Encontro Nacional.
  • Participar dos Encontros e reuniões promovidos pela CNESR.
  • Solicitar orientações e esclarecimentos à diretoria sempre que julgar necessário.
  • Fornecer as informações que a Coordenadoria Nacional solicitar.
  • Enviar Relatório Anual das atividades do Distrito.
  • Convidar a Coordenadora Nacional para participar de eventos em seu Distrito, com antecedência mínima de 60 dias, arcando com as despesas de deslocamento e acomodação.
  • Contribuir com o valor destinado à Coordenadoria Nacional, na data fixada anualmente.
  • A Coordenadoria Distrital deverá dar suporte operacional e financeiro para o desempenho da função de Coordenadora Nacional quando esta for indicada por seu Distrito.